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Psicose Agosto 8, 2008

Posted by Natty Lynn in Story.
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- Mentira! – disse. – Você fala isso para todas!

- Apenas falei a verdade: você é linda. Por que é tão difícil as mulheres de hoje em dia acreditarem em elogios? – perguntou, enquanto delicadamente colocava os cabelos dela atés da orela.

- Por que é tão difícil os homens de hoje em dia serem mais originais… E menos previsíveis? – completou a frase sem emoção, recostou a cabeça no banco do passageiro e soltou o cinto de segurança.

Ele estacionou em frente à casa dela, numa freada brusca que ecoou pela rua deserta. Empurrou-a conta a porta do carro e desabotoou sua camisa e saia, sussurando em seu ouvido:

- Isso está imprevisível o bastante para você?

Ela apenas fechou os olhos e correspondeu aos movimentos dele, mecanicamente. Por quinze, vinte minutos, permitiu-se render.

- Agora você é minha, querida.

Aquelas palavras soaram como um despertar para ambos. Ele colocou a mão dentro do paletó e sacou um canivete, pronto para degolá-lá.

Ela o encarou friamente, e tão logo segurou a mão dele e atirou longe a arma. Gargalhou sarcasticamente, beijou-lhe a boca, depois cravou as unhas compridas e afiadas em seu pescoço, sufocando-o até a morte.

- Não desta vez, querido.

Fumou um cigarro, vestiu-se e atirou o corpo num rio qualquer. Elogios baratos e sexo sem compromisso. Ele foi mais um que não conseguiu impressioná-la, afinal. Poderiam haver outras saídas. Mas terminar lhe soava tão piegas.

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